quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sobre a Celulite


O termo "celulite" foi utilizado por médicos franceses para o que acreditavam ser uma forma de gordura que se acumula, principalmente no corpo das mulheres, localizada nas coxas, nádegas, braços e no abdome, que adquirem uma aparência áspera e com pequenas depressões.  Ela afeta sobretudo as mulheres - mesmo as mais magras -, especialmente durante a fase adulta, e é difícil de eliminar.
Profissionais de saúde e de beleza acreditam que a causa seja uma concentração de toxinas nos tecidos do corpo, que cria bolsas de água, gordura e impurezas, causando distúrbios da circulação.  Essa teoria é controversa e muitos médicos não acreditam que a celulite seja uma forma especial de gordura, não reconhecendo-a, em alguns casos, como uma situação de âmbito médico.
Certos estudos revelam que a prisão de ventre, a deficiência do sistema linfático, a má circulação e o mau funcionamento dos rins e fígado são comuns em mulheres com tendência para a celulite.
Especialistas em estética e em nutrição acreditam que a causa subjacente possa ser a alimentação típica dos tempos atuais, que inclui muito amido, gorduras, proteínas, sódio e açúcares em excesso.  
A receita mais viável é uma dieta com abundância em vegetais frescos e crus, combinada com exercícios físicos, que devem ser praticados 3 vezes por semana durante 30 minutos, para melhorar a circulação e a condição física de um modo geral.  Massagens localizadas com cremes, sauna ou duchas alternadamente quentes e frias sobre as coxas e os quadris, também são recomendadas.

Métodos Naturais


DICAS DE ALIMENTAÇÃO PARA EVITAR A CELULITE
 Dra. Mariana Ferri d'Avila - Nutricionista¹
· Para prevenir ou diminuir o aparecimento de Celulite, é necessário fazer uma dieta desintoxicante, incluindo muitas frutas, verduras e legumes, além de diminuir o consumo de chá preto, mate, café e álcool. 
· Tenha cuidado ao consumir substâncias alimentares retentoras de líquido, como o sódio, presente em grandes quantidades no sal, alimentos processados e enlatados, molhos como shoyo e inglês.
· A lactose (açúcar do leite) também pode estar relacionada com a celulite, devendo ser consumida com moderação. Prefira iogurtes e queijos que possuam menor teor de lactose.  
· Os carboidratos, de preferência integrais (arroz, pão, macarrão, cereal sem açúcar), têm ação termogênica, ou seja, aceleram o metabolismo e ajudam a diminuir os estoques de gordura corporal.
· Mastigue bem os alimentos. Isso ajuda a comer menores quantidades além de favorecer a digestão. 
· Os alimentos menos calóricos e mais ricos em vitaminas, fibras e minerais são bem vindos, pois são reguladores do processo de produção de energia, além de diminuir a absorção de gordura dos alimentos e controlar a regeneração de tecidos, mantendo a pele mais saudável e tonificada.
· Deve-se beber no mínimo 35ml de água x peso em kg por dia para hidratar o corpo. Isso ajuda na eliminação de toxinas e no tratamento da celulite. 
· Devem ser consumidas fontes magras de proteína, como clara de ovo , aves, peixes e carnes vermelhas magras como lagarto, alcatra, músculo, coxão mole, coxão duro e filé mignon.
· Substitua as frituras por preparações grelhadas, assadas ou cozidas.
· Consuma alimentos sem açúcar refinado. Exemplos: pão integral, arroz integral, macarrão, batatas e frutas. 
· No jantar, varie os vegetais da salada, que pode ser substituída por uma sopa de legumes. Além disso, de noite troque o frango por atum, peito de peru, ovo cozido ou tofu (queijo de soja). 

ESTES ITENS TÊM AÇÕES SIGNIFICATIVAS CONTRA A CELULITE

Água: Ajuda na eliminação de toxinas, diminuindo processos inflamatórios e mantém uma boa hidratação da pele.
Água de côco: Rica em potássio, ajuda na circulação e diminui retenção hídrica.
Algas: Fonte de iodo, equilibra o trabalho da glândula tireóide, evitando flutuações hormonais.
Arroz integral: Contém fibras, vitaminas do complexo B, magnésio e cromo, que favorecem a digestão do açúcar e o funcionamento do intestino.
Aveia: Rica em silício, reorganiza as fibras de sustentação da pele e previne a formação de celulite.  
Azeite de oliva: Tem ação antiinflamatória e ajuda a diminuir a formação de celulite. Deve-se consumir 1 colher de sopa por dia.
Castanha-do-pará: Rica em selênio, um antioxidante contra o envelhecimento das células.
Folhas verde-escuras: Fonte de clorofila, melhoram a circulação e desintoxicam o organismo.
Lactobacilos: Além de  favorecer o funcionamento do intestino e de melhorar o sistema imunológico, ajudam a desintoxicar e diminuir a retenção de líquidos.
Lima-da-pérsia: Melhora o funcionamento do sistema linfático e desintoxica o fígado.
Maçã: Fonte de pectina, um tipo de fibra que neutraliza as toxinas presentes no organismo.
Melancia: Rica em água, vitaminas e minerais, estimula a circulação, ajuda a eliminar o excesso de líquido do corpo.
Quinoa: É o alimento completo. Se consumir 1 colher de sopa por dia, ajuda a diminuir em até 30% o aspecto visual das celulite.
Limão: Diz-se que é benéfico fazer uso de 2 a 3 limões por dia, usado para temperar saladas e legumes ralados crus, como pepino, beterraba, cenoura, nabo, aipo, etc. 



1- Dra. Mariana Ferri d'Avila - Nutricionista - CRN3 23786
 e-mail: contato@marianaferridavila.com.br  - www.marianaferridavila.com.br

Fonte: MEDICINA NATURAL - Reader's Digest






quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Alimentos diet x light: Saiba quais são as diferenças




O aparecimento de produtos dietéticos no mercado fez com que muita gente acreditasse que seus problemas de obesidade ou de doenças ligadas à alimentação estavam resolvidos.  Existem produtos que estão sendo, com certeza, uma espécie de revolução para milhares de pacientes que antes estavam proibidos de comer e beber muitas coisas boas.  Mas o consumo desses alimentos merece cuidados especiais e é isso que vamos abordar.
Hoje, mais do que nunca, é possível encontrar nas prateleiras dos supermercados uma infinidade de alimentos e bebidas com os dizeres diet ou light: desde de leites, iogurtes, pães, geléias, refrigerantes, requijão, chocolates em geral, barras de cereais, etc..  Entretanto, a grande maioria das pessoas não sabe o que significam esses termos, ou faz confusão entre eles, de forma que um passa a ser sinônimo do outro.  Além disso, por conta da correria do dia a dia, e porque nem todos temos o hábito de verificar a composição do alimento descrita no rótulo, acabamos sem saber o que estamos consumindo.  O fato de que hoje a diferença de preço não é tão grande entre o alimento dietético e um convencional faz com que muitos de nós optemos pelos diet e light sem uma razão específica para isso.
É interessante sintetizar o que são produtos diet e light.  De um modo geral, os diet são aqueles indicados para pessoas com necessidades ou restrições alimentares específicas.  Por exemplo, diabéticos devem consumir alimentos que não contêm açúcar, e por isso mesmo são diet.  Há também aqueles produtos que não contêm sal, colesterol ou determinados nutrientes, como o sódio, consumidos por pessoas que precisam de dietas especiais.  Já os alimentos light não são isentos, mas têm menor quantidade de calorias, gorduras, carboidratos, açúcar.  São indicados para aquelas pessoas que querem ou precisam perder peso.  Para que não haja confusão, seria aconselhável consumir produtos que fossem diet e light, mas a variedade ainda não é grande no mercado.  Outra recomendação é que o fato de serem dietéticos não significa que podem ser consumidos em grande quantidade.
Para facilitar a identificação por parte do consumidor, os fabricantes devem especificar o perfil do produto na embalagem e destacar a palavra diet ou light.  Lembrando que não se deve confiar apenas nessas palavras, o mais seguro é ler a composição do produto descrita na embalagem.  Empresas sérias são, em geral, bastante cuidadosas e rigorosas nessas especificações.  Mas há aquelas que zelam mais pelo próprio lucro do que pela saúde do consumidor.
Os produtos conhecidos como diet e light passaram a ser conceituados e rotulados sob os mesmos parâmetros adotados nos Estados Unidos e na Europa.
Detalhando as diferenças entre os alimentos diet e light:

Diet:
Quando a palavra diet está estampada no rótulo do alimento ou bebida significa que existe a ausência total de algum ingrediente, que pode ser o açucar, o sal, a gordura, etc..  Assim, produtos específicos para diabéticos devem ser totalmente isentos de açúcar.  Para pessoas com problemas cardiovasculares, a restrição deve ser de gordura e assim por diante.  Para o hipertenso, o ideal são produtos que não contenham sal.
Contudo, isso nem sempre quer dizer que ocorre uma redução nas calorias do produto em questão.  É aí que muitas pessoas se enganam e é nesse caso que devemos tomar cuidado.  Tomamos o chocolate diet como exemplo, nos quais todo açucar utilizado na sua fabricação é substituído por adoçantes.  Geralmente, esse tipo de alimento é desenvolvido para diabéticos, mas acabam sendo também adquiridos, por desinformação, por pessoas que querem restringir as calorias da sua dieta.
A palavra diet do chocolate dá muitas vezes uma conotação de que ele é pouco calórico e isso acaba estimulando sua compra por aqueles que querem emagrecer ou manter a forma.  Mas o que poucos sabem é que a troca do açúcar por adoçantes no momento da fabricação modifica em grande parte a textura do alimento.  Para conseguir a textura habitual, os fabricantes acabam adicionando mais gordura, o que faz com que o total de calorias do chocolate diet (535 calorias por 100 gramas do produto) fique equivalente ao do chocolate convencional (565 cal/100g).  O consumidor mal informado, que está querendo perder peso, paga mais caro por um alimento com as mesmas calorias da versão normal.  A diferença é que não contém sacarose, o que é importante sim, mas para diabéticos.

Light:
Os alimentos considerados light são aqueles com baixo teor de componentes (sódio, açúcar, gorduras, colesterol) e mesmo de calorias.  Quer dizer, há redução na quantidade, mas não uma isenção total, como ocorre com os diet.  Por isso mesmo, esses alimentos não têm como finalidade atender às necessidades de diabéticos, por exemplo, e também não estão indicados para dietas específicas.
Para ser classificado como light é preciso que o produto tenha uma redução de pelo menos 25% da quantidade de um determinado nutriente e/ou calorias em relação ao alimento convencional.  No caso de alimento sólido, no que se refere às calorias, o valor total da redução deve ser no mínimo de 40 calorias para cada 100 gramas de alimento.  Para alimentos líquidos, esse valor diminui para 20 calorias.
Assim como os diet, os alimentos light também podem causar confusão às pessoas desinformadas.  Por exemplo, existem certos adoçantes light que podem colocar em risco a saúde de pessoas diabéticas, pois contêm açúcares em sua composição.  É fundamental também que o rótulo do alimento acuse o nutriente cuja quantidade está sendo reduzida com o objetivo de tornar o alimento light.  É preciso, sempre, verificar no rótulo a composição do produto que compramos.  Em caso de dúvida, pergunte a um profissional habilitado a reconhecer os componentes da formulação, nutricionistas, técnicos em nutrição, químicos, médicos, farmacêuticos.  Quando se trata de empresa séria, o caminho mais fácil é recorrer ao serviço de informação ao consumidor.
Os alimentos light (aqueles em que a quantidade de gordura foi reduzida) são muito melhores para a sua saúde do que os tradicionais.  Leites, iogurtes, requeijão, queijos, maioneses, creme de leite, batatas fritas, pipocas com teores mais baixos de gordura devem ser preferidos aos tradicionais.  Mesmo porque, geralmente, esses alimentos acabam apresentando uma concentração maior de outros nutrientes importantes para a nossa saúde.  É o caso do cálcio em leite e derivados, que se apresenta geralmente em maiorres quantidades nos produtos light.  Mas devemos lembrar sempre que não é porque esses alimentos contêm teores menores de gordura que vamos comer mais do que necessitamos, pois o excesso também faz mal.
Maionese, creme de leite, batatas fritas e pipocas, por exemplo, não devem ser consumidos diariamente.

Refrigerantes e sucos diet ou light devem ser consumidos com moderação, procurando evitar aqueles em pó, que em geral contêm excessos de misturas químicas.  Lembrando que estamos sempre beneficiando a saúde cada vez que trocar um copo dessas bebidas por um copo de suco natural, rico em nutrientes importantes para o organismo.

O que verificar nos rótulos ou embalagens:
- Todas as informações nutricionais em porções e medidas caseiras;
- Observar os ingredientes e a informação nutricional;
- Os ingredientes sempre aparecem em ordem decrescente - ou seja, aquilo que tem mais para o que tem menos;
- No caso de produtos light, a informação nutricional deve vir acompanhada de uma informação complementar, como por exemplo, uma comparação com o produto convencional, indicando o que foi reduzido;
- Se o produto for diet, deve se analisar se não possui excesso de calorias ou gorduras.  É esssencial avaliar outros nutrientes da composição, como o sódio, gorduras trans, colesterol, etc., atentando-se para os aspectos positivos como a presença de fibras, cálcio, ferro, vitaminas, etc.;
- Telefone de contato direto com a empresa fabricante para dúvidas ou reclamações.

Dúvida Importante:
Crianças podem consumir produtos light e/ou, diet?
Se a criança é diabética, normalmente ela recebe um acompanhamento nutricional e a inclusão desses produtos diet já é prevista em sua rotina alimentar diária.
Porém, por se tratar de crianças, os cuidados com a ingestão desses produtos devem ser ainda maiores. “As recomendações nutricionais para a garotada são muito diferentes das direcionadas aos adultos, especialmente no que se refere ao consumo de adoçantes. Por isso, apenas um médico ou nutricionista pode acompanhar cada caso individualmente”, reforça Adriana Alvarenga¹.
Vale lembrar que a obesidade infantil tem crescido assustadoramente e inclusive muitas doenças crônicas relacionadas aos adultos (como diabetes tipo 2, dislipidemia, entre outras) estão atingindo as crianças. “Estudos demonstram que isso está relacionado diretamente com os hábitos alimentares atuais. Por isso, investir em uma alimentação mais saudável é fundamental. Médicos pediatras que tratam de crianças obesas costumam indicar produtos com menor teor calórico. Nesse caso, os produtos light seriam os mais indicados”,


1. Adriana Alvarenga: Nutricionista, gerente de informação científica da Gold Nutrition.



www.anvisa.gov.br (visalegis)
"Alimentos Inteligentes" - Dra. Jocelem Mastrodi Salgado
Pesquisadora e Profa. Titular em Nutrição - Esalq - USP

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

ALIMENTOS PROBIÓTICOS E PREBIÓTICOS


Imaginem uma arena onde combatem em pé de igualdade agentes do bem e agentes do mal.  Caso algum elemento estranho venha a favorecer os elementos do mal, será preciso uma ajuda extra para que os agentes do bem venham a equilibrar o combate.
Essa imagem simplificada ajuda a ilustrar a relação que se dá entre as bactérias do "bem" e as bactérias do "mal" dentro do nosso intestino.  É uma batalha que envolve milhares de combatentes presentes na flora intestinal.  Estima-se que existam em nosso intestino 400 espécies de bactérias diferentes, que se fossem  pesadas significariam um quilo e meio.  São divididas entre as patogênicas - que provocam doenças - e as benéficas, que ajudam a equilibrar as mucosas do intestino, evitando diarréias, constipação e doenças mais graves que podem chegar ao câncer.
Quando, por alguma razão, seja pelo uso de medicamento, de quimioterapia, seja por deficiencia na alimentação, as bactérias do mal começam a ganhar a luta, é hora de entrar com uma ajuda extra.  Esta ajuda é hoje possível graças ao emprego adequado de alimentos probióticos e prebióticos.
Os últimos, os prebióticos, são alguns tipos de fibras alimentares, que possuem uma configuração molecular que os torna resistentes à ação de enzimas e por isso são digeríveis pelo organismo.  Com isso, facilitam todo o trânsito intestinal, reduzindo os desconfortos e mesmo doenças que atingem pelo menos 30% ou mais da população.  Os probióticos são microorganismos adicionados a certos alimentos - leites e iogurtes, especialmente - que reforçam a ação das bactérias benéficas e reduzem a ação das patogênicas.  Já os alimentos simbióticos são aqueles que reúnem numa única fórmula a ação e os benefícios dos prebióticos e dos probióticos.

Microrganismos que "moram" no intestino

O trato gastrointestinal humano e a microflora intestinal estão envolvidos em uma série de doenças.  O intestino grosso é o principal local de multiplicação de bactérias, virus e parasitas nocivos, os quais podem trazer doenças para o nosso organismo.  Os principais microrganismos nocivos incluem Campylobacters, Salmonellae, Listeriae e certas linhagens de Escherichia coli.  O resultado de um supercrescimento dessas bactérias pode ser uma diarréia aguda.  Há, contudo, outras formas mais crônicas e graves de doenças intestinais, tais como a doença inflamatória do intestino, como a colite ulcerativa e a doença de Crohn, o câncer de cólon e a colite pseudomembranosa.  Cada uma dessas desordens pode ter uma etiologia bacteriana.
Estima-se que cerca de 400 espécies de bactérias, separadas em 2 categorias, habitem o trato gastrintestinal humano.  Aquelas consideradas benéficas como as bifidobactérias e os lactobacilos.  E aquelas consideradas prejudiciais, nocivas, como as Enterobacteriaceae e o Clostridium spp.
O epitélio intestinal intacto, com sua microflora intestinal normal, funciona como uma barreira ao movimento de bactérias patogênicas, antígenos e outras substâncias nocivas ao intestino.  Em pessoas saudáveis, essa barreira é estável, protegendo e facilitando as funções intestinais normais.  Entretanto, quando a microflora normal ou as células epiteliais são perturbadas por antígenos alimentares, patógenos, substâncias químicas ou radiação, podem ocorrer defeitos nos mecanismos de proteção da barreira.  A microflora intestinal alterada pode levar à diarréia, à inflamação da mucosa, a uma desordem de permeabilidade ou à ativação de carcinógenos, substâncias que provocam o câncer no conteúdo intestinal.  É aí que entram os alimentos probióticos, com a função de equilibrar a flora bacteriana do intestino, promovendo saúde para as pessoas ao diminuir os riscos de doenças intestinais.

O que são Probióticos:

A definição clássica, empregada hoje, é a de que os probióticos são alimentos contendo microrganismos vivos que beneficiam a saúde do homem, melhorando seu balanço microbiano intestinal.  Os probióticos têm sido usados há algum tempo e estão disponíveis em poucos produtos alimentares, como leites fermentados e alguns tipos de iogurtes.  As exigências que um microrganismo probiótico deve atender são: resistência ao ambiente estomacal, à bile e às enzimas pancreáticas; adesão às células da mucosa intestinal; capacidade de colonização; produção de substâncias antimicrobianas contra as bactérias patogênicas e ausência de translocação.  Entre os probióticos, dois grandes grupos microbianos foram particularmente estudados em termos experimentais e clínicos e são comercializados: as bactérias lácticas e as leveduras.
Os principais alimentos probióticos são os leites e seus derivados, como os fermentados, os iogurtes, os queijos etc.. Para obter efeitos melhores na flora intestinal com o uso de probióticos, vale a pena combinar a ingestão desses alimentos em uma dieta diária que contenha alcachofra, cebola, banana, aspargo ou chicória.  Esses alimentos são chamados de prebióticos e tornam o ambiente intestinal mais ácido, protegendo-o contra bactérias patogênicas.

A importância dos Prebióticos:

Apenas para lembrar, os prebióticos são alguns tipos de fibras alimentares resistentes à ação das enzimas, graças à sua configuração molecular.  Significa que essas fibras passam intactas pelo nosso organismo, o que pode parecer que sejam inúteis.  Não são.  Por serem carboidratos não digeríveis, elas ajudam na manutenção da flora do intestino, estimulam o trânsito intestinal e contribuem com a consistência normal das fezes, prevenindo diarréias e prisão de ventre.
Também colaboram para que sejam absorvidas pelo intestino as substâncias necessárias, eliminando o excesso de glicose, colesterol e triglicerídeos.  Na sua ação conjunta com os probióticos, as fibras estimulam o crescimento das bifidobactérias, reduzindo a atividade das bactérias patogênicas.
Os prebióticos podem incluir féculas, fibras dietéticas, outros açúcares não absorvíveis, álcoois do açúcar e oligossacarídeos, que,  são encontrados de forma natural em vários alimentos como frutas, vegetais, leite, mel, tomate, aveia, trigo, entre outros.

Alerta sobre as Bifidobactérias:

estudos mostram que acima dos 55 anos de idade a contagem de bifidobactérias fecais (microrganismos benéficos ao nosso intestino) diminui de forma marcante em comparação aos níveis presentes em pessoas mais jovens.  A causa dessa diminuição pode trazer consequencias como as doenças relacionadas ao intestino.  O uso de probióticos é uma possibilidade de se reverter o número de bifidobactérias, o que significa um benefício ainda maior para as pessoas a partir dos 55 anos.

 


Fonte: Alimentos Inteligentes - Saiba como ter mais saúde por meio da alimentação.
Dra. Jocelem Mastrodi Salgado - Perquisadora e Professora Titular em Nutrição - Esalq - USP



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

COMO PERDER PESO SEM SOFRIMENTO


Um corpo belo e esbelto é, hoje em dia, o objetivo de muita gente.  Sem dúvida alguma, as pessoas magras têm menos doenças e vivem mais tempo dos que as que têm excesso de peso.  As imprudentes dietas ditadas pela moda falham quase sempre.  Por isso, emagrecer de maneira natural é uma boa alternativa.
As pessoas que querem perder peso seguem uma multiplicidade de conselhos confusos, desde a retirada brusca da dieta de alguns nutrientes importantes como proteínas, carboidratos, gorduras, ou até mesmo substituindo uma refeição completa pelos "insanos" shakes. Felizmente, emagrecer não implica seguir as dietas da moda ou os padrões absurdos da alimentação.  Com uma dieta equilibrada de alimentos naturais, pobre em gorduras e açúcar, a maior parte das pessoas consegue perder peso com segurança e maneira simples, estabelecendo padrões saudáveis de alimentação para a vida inteira.

Obs.: Quem estiver seguindo qualquer tratamento deve consultar o médico antes de iniciar uma dieta.

Para algumas pessoas, a mudança para uma dieta de baixo teor de gorduras e açúcar obriga apenas a pequenos ajustes em seus hábitos alimentares.  Para outras, significa uma mudança radical no estilo de vida, para que os resultados sejam permanentes.  Pode ser necessário algum tempo para que a pessoa se habitue às mudanças, mas os efeitos em termos de saúde, o aumento da vitalidade e a significante perda de peso constituem um importante incentivo para insistir, mesmo que de vez em quando ocorram deslizes ocasionais.

Essa dieta natural  para emagrecer é baseada nos mesmos alimentos que constituem qualquer dieta saudável: frutas, saladas, vegetais, cereais integrais, leguminosas e pequenas quantidades de peixe, carnes magras e produtos lácteos, e as famosas oleaginosas. 
A dieta média diária de muitas pessoas contem cerca de 100g de açúcar e igual quantidade de gordura - bem mais que o necessário.  Cortando essas quantidades pela metade, não se exclui nenhum nutriente essencial - desde que o resto da dieta seja equilibrado -, mas evitam-se 650 calorias por dia, ou seja, mais ou menos 450g de peso a cada cinco dias.  Pode-se mesmo cortar todo o açúcar adicional sem perder nutrientes.  Mas ninguém deve tentar eliminar toda a gordura, porque ela "transporta" os ácidos graxos essenciais e as vitaminas A e D.  Mas comendo apenas metade das gorduras, as que restarem serão suficientes, desde que se obtenha vitamina D da luz solar.
Não tenha receio das comidas que engordam, como pão, massa, arroz e batatas (cuidando para ter-se apenas um ítem em cada refeição): elas têm um baixo teor de gordura e, como "enchem", reduzem as probabilidades de se completar a refeição com outros ítens pouco saudáveis, como a fritura, por exemplo.
Coma muitas frutas frescas e vegetais.  Eles possuem poucas calorias e são ricos em nutrientes.  Incluindo qualquer coisa fresca em cada refeição, sobrará menos espaço para doces e alimentos gordos.  Haverá mais vitaminas e minerais, que evitam aquela sensação de enfraquecimento que leva tantas pessoas a desistir antes que a dieta dê resultados.
Os molhos e maioneses são verdadeiras armadilhas para quem quer emagrecer comendo saladas.  Apenas duas colheres de sopa podem significar até 250 calorias.  Por isso, opte por temperos com pouca gordura.  O iogurte natural magro é um excelente substituto.  Pode-se usar nas saladas, ervas aromáticas, pimenta, mostarda, gengibre e molho de tomate.
Coma carne vermelha só de vez em quando - mesmo a carne vermelha magra tem cerca de 10% de gordura - e prefira frango, perú, peixe e até mesmo carne de porco magra.  Não frite os alimentos, opte por cozer, escaldar, grelhar, assar em forno, adicionando uma pequena quantidade de óleo.
As bebidas podem ser outro inimigo de quem quer emagrecer - o alcool e as bebidas geladas com açúcar, em particular, são as chamadas "calorias vazias" - engordam sem acrescentar nenhum nutriente.
Meio litro de cerveja contém cerca de 200 calorias.  Uma lata de refrigerante, cerca de 120.  É preferível evitar o alcool completamente e beber água mineral ou sucos vegetais frescos, como cenoura e tomate.

Gráfico de Dieta - Exemplo:
Há muitas maneiras de planejar uma dieta diária e ainda deixar lugar para a variedade

Café da Manhã
30 g de cereal integral (por exemplo granola não adoçada)..............100 calorias
300 mL de leite desnatado ou 200 mL de leite semidesnatado.........100 calorias
200 g de fruta fresca (1 fatia média de mamão e 1 maçã) ou
1 banana nanica média................................................................85 calorias
ou
2 fatias pequenas de pão integral ou torrada...................................20 calorias
1 colher de chá de manteiga ou margarina ou requeijão...................70 calorias
30 g de mel ou 60 g de geléia ou 1 ovo cozido................................80 calorias
ou
225 g de iogurte simples magro
175 g de fruta fresca ou 1 banana pequena.....................................75 calorias
15 g de germe de trigo e 2 colheres (chá) de farelo (opcional)...........45 calorias

Salada/Refeição de Vegetais
Até 450 g de vegetais ou saladas, incluindo não mais que 30 g de abacate, ou ervilhas ou milho verde cozido, ou castanhas, ou maçã...........................................................................................120 calorias
2 colheres de chá de azeite............................................................90 calorias
Suco de limão, ervas aromáticas, vinagre, molho de soja, mostarda para dar sabor - insignificante
2 fatias grandes de pão integral ou 200 g de batatas cozidas..............180 calorias
60 g de requeijão ou 7 g (1 colher de chá) de manteiga ou margarina...55 calorias

Refeição Quente
Prato principal com uma quantidade ilimitada de vegetais verdes, com 60 g (2 colheres de sopa) de massa, ou 1 concha rasa de feijão com 2 colheres de sopa de arroz integral, ou 2 ovos grandes, ou 225 g de batatas, ou 175 g de frango ou perú, ou 115 g de carne magra grelhada, ou 225 g de peixe cozido......................................................260 calorias
Sobremesa de fruta (maçã, banana assada, iogurte de fruta ou 2 damascos).120 calorias

Entre as refeições
Vegetais frescos sem limite, tais como aipo, cenouras, pepino, couve-flor..insignificante
1 fruta fresca (exceto a banana)......................................................40 calorias
Qualquer sobra das doses recomendadas (verificar acima)

Bebidas
300 mL de leite desnatado ou 200 mL de leite semidesnatado...........100 calorias

Infusões, chá ou café (cuidado com o açúcar e as quantidades tomadas), água mineral, sucos naturais de vegetais e frutas sem açúcar.
Esse exemplo de dieta é apenas para servir de guia para as suas refeições diárias. É evidente que varia de pessoa para pessoa, pois tem a ver com o seu dia a dia, seu trabalho, suas atividades, enfim, cada pessoa tem suas peculiaridades.  O importante é saber que é necessário e imprescindível que se tenha, pelo menos meia hora para fazer cada refeição, evitando outra atividade como ver TV ou ler jornais e revistas.  A mastigação deverá ser lenta para realmente degustar o alimento e imaginar o seu benefício e o seu percurso no organismo.  Parece bobagem, nos dias de hoje que ninguém acha tempo para nada...mas não é não! Procure um tempo, que voce acha.  Só assim sentirá os benefícios de uma boa qualidade alimentar e uma boa absorção dos nutrientes.
Faça exercícios sempre que puder e seja feliz!

Fonte:
Dicionário de Medicina Natural - Reader's Digest
Dietas Balanceadas - Silvia Rezende Chaloub

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

MAÇÃ - uma fruta com muitas qualidades





Segundo os textos bíblicos, por causa do seu sabor e da sua aparência tentadora, a maçã provocou a discórdia e o fim do paraíso.  Agora dezenas de pesquisas vêm mostrando que a maçã também reduz o colesterol, diminui o risco de inúmeros tipos de câncer e tem ação antioxidante.  Chega mesmo a ajudar na higiene dos dentes.  Quer mais motivos para comer maçãs?
A maçã acompanha o homem desde sua origem e frequentemente tem sua imagem relacionada ao proibido, ao tentador.  Entretanto, de acordo com estudos recentes, a fruta responsável pelo pecado original merece perdão da humanidade.  Agora, o pecado é não comê-la, dizem os mais entusiasmados.  Isso porque as pesquisas têm mostrado que a fruta pode trazer inúmeros benefícios à nossa saúde, controlando o colesterol e reduzindo o risco de câncer digestivo, principalmente aquele que atinge o cólon e o reto.
Vamos ver as últimas novidades que a ciência descobriu a respeito dessa fruta saborosa e saudável.          As variedades mais consumidas no Brasil são: fuji, gala, red, verde, melrose e Brasil. Mas, existem uma infinidade de tipos de maçãs sendo cultivadas.  Somente nos Estados Unidos, encontram-se mais de 2.500 tipos, independentemente da variedade, todas elas contêm quantidades consideráveis de nutrientes e substâncias benéficas à nossa saúde.
O aspecto mais positivo da maçã é que ela é um alimento que oferece poucas calorias, muitas fibras e substâncias antioxidantes que atuam beneficamente reduzindo o risco de doenças.  Mas é importante dizer que os benefícios multiplicam-se quando a casca da fruta é ingerida, pois é nela que se concentram em maior quantidade as substâncias ativas. É rica em vitaminas A, C, do complexo B e muitos minerais importantes como o potássio, o fósforo, magnésio, cálcio e fitoesterol (fitosteróis são extratos vegetais muito eficazes na redução dos níveis de colesterol no sangue).
A principal fibra presente na maçã chama-se pectina.  Trata-se de uma fibra solúvel (geralmente usada para engrossar gelatinas), que ajuda a reduzir riscos de doenças cardiovasculares e previne a prisão de ventre.  Essa fibra influencia favoravelmente as taxas de colesterol no sangue e funciona como agente natural contra substâncias tóxicas, incluindo a contaminação por metais tóxicos.  Têm sido demonstrado os efeitos benéficos da pectina da maçã tanto na redução do chumbo como na do mercúrio no trato gastrointestinal e respiratório.
Estudos investigando o consumo da maçã e sua pectina mostram uma redução de 7,6% no colesterol plasmático em pacientes com risco de doenças cardiovasculares.  A fruta tem sido, também extensamente utilizada para o tratamento de diarréias, especialmente em crianças.
Em 100g de maçã encontramos cerca de 1,5/2,5g de pectina.  Os estudos mostram que pelo menos 5 a 6g por dia dessa fibra seriam necessários para se obter efeito na redução do colesterol, sendo que quantidades inferiores não mostram efeitos significativos.  Considerando que uma maçã média pesa entre 180/200g, podemos afirmar que a ingestão de uma unidade média fornece cerca de 3 a 5g por dia de pectina.
Entretanto, a pectina não é a única substância presente na maçã que traz benefícios à nossa saúde.  Estudos recentes publicados em revistas e jornais conceituados mostram que compostos presentes na fruta, e que são preservados no seu suco, agem da mesma maneira que aqueles encontrados no vinho tinto, ou seja, atuam como antioxidantes evitando doenças ao combater os efeitos prejudiciais do oxigênio no corpo.  Os estudos reforçam o argumento de que comer frutas frescas, especialmente maçãs, é bom para a saúde.
As  substâncias antioxidantes presentes na maçã (tanto na casca como na polpa), flavonóides e polifenóis, são capazes de preservar as células dos danos provocados pela ação dos radicais livres; com isso. retardam o envelhecimento e protegem o organismo de uma série de doenças, entre elas o câncer.
Devemos ressaltar outros aspectos positivos da maçã, pois além de todos os benefícios sobre a saúde, é importante lembrar que essa fruta é considerada uma espécie de escova de dentes natural, ajudando na higiene bucal.  Morder e mastigar uma maçã estimula as gengivas e aumenta a quantidade de saliva, diminuindo o número de bactérias na boca e evitando as cáries; a boa escovação sempre é necessária.
Outro ponto positivo é que o açucar presente na fruta é a frutose, que é absorvida pelo nosso organismo de forma mais lenta que a sacarose (açucar extraído da cana).  Por isso, pessoas diabéticas podem comer uma maçã sem se importarem com aumentos bruscos nos níveis de glicose no sangue.
Existem outras pesquisas com maçãs recomendando a ingestão dessa fruta para cura de outros males como: afecções da garganta (quentes, curam rouquidão), cálculos da vesícula, palpitações do coração, reumatismo, gota, transtornos do fígado e esgotamento nervoso. As pesquisas não param.  Sempre estarão testando frutas nas dietas diárias e verificando resultados fantásticos com a finalidade de economizar na farmácia.
Coloque no seu cardápio diário as maçãs, principalmente nos intervalos das principais refeições (almoço e jantar ou café da manhã e almoço), lembrando sempre que seus benefícios somente serão plenos se voce não desprezar a casca no momento do consumo.

Fonte: "Alimentos Inteligentes" -  Dra. Jocelem Mastrodi Salgado - Pesquisadora e Professora Titular em Nutrição - Esalq - USP