terça-feira, 5 de junho de 2012

Tomate



Benefícios do consumo do tomate para saúde:





Para o coração
No mundo ocidental, as doen­ças cardiovasculares são reconhecidas como a maior causa de morbilidade e mortalidade.  Apesar de fatores relacionados com a idade e a predisposição genética, a presença de hipertensão, de colesterol, de tabaco e de uma alimentação pouco saudável, associada à vida sedentária e à falta de exercícios físicos, contribuem em grande medida para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
É desta forma que os médicos apostam, acima de tudo, na prevenção. E se essa prevenção passa por controlar, através de terapêutica, a hipertensão e o colesterol, requer igualmente a adoção de hábitos de vida saudáveis, notadamente no que diz respeito à alimentação. Deste modo, o tomate tem um papel importante no que diz respeito às doenças cardiovasculares, uma vez que o licopeno é «um poderoso antioxidante», capaz de minimizar os riscos de ataques cardíacos.  O licopeno impede a oxidação do mau colesterol, o LDL, que é responsável pela formação de placas de gordura no sangue e consequente ocorrência de enfartes do miocárdio e acidentes cardiovasculares.
«Os antioxidantes são substâncias encontradas em certos alimentos (até há poucos anos os antioxidantes mais conhecidos eram a vitaminas C e E) e têm como objetivo evitar o desencadeamento de reações químicas no organismo.»
«Combatem os radicais livres que são substâncias nocivas para o organismo – causam danos nas células –, que levam ao envelhecimento precoce, ao surgimento de cancro e doenças cardiovasculares» afirma a presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas.
«Além do licopeno, o tomate é também fonte de vitamina C e de potássio, mineral importante no controlo da pressão arterial, nas contrações musculares, na saúde das artérias e na manuten­ção dos líquidos celulares.»
Um estudo de Harvard indicou que a ingestão diária do tomate, ou seus derivados, pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares em 30%.
O estudo comparou mulheres que consumiam, por dia, sete ou mais alimentos cuja base era o tomate, com mulheres que só faziam uma ingestão desse fruto por semana. Ambos os grupos tinham, na altura, ausência de doença cardíaca e os fatores de risco, acima referidos, encontravam-se controlados.
A investigação demonstrou uma relação entre o aumento do consumo de licopeno, através do tomate, na alimentação e a redução no risco de doenças cardiovasculares. O que significa que, para o organismo obter a dose adequada de licopeno, deve-se aumentar a ingestão dia­ria do tomate, seja ele cru, cozido, em molho,  polpa, ou ainda melhor, o suco.

Como potencializar  a absorção do licopeno pelo organismo
Por ser um carotenóide, o licopeno é mais bem absorvido na presença de gordura. Assim, a adição de uma dose moderada de gordura monoinsaturada (como o azeite) facilita o transporte, a absorção e a ação do licopeno no organismo. Alexandra Bento sugere que, «para tornar a refeição com tomate ainda mais poderosa e saudável, devemos acrescentar um fio de azeite ao tomate, podendo ser consumido em sopa de tomate, caldeiradas ou numa simples salada» refere, acrescentando:
«Outra característica interessante é que o calor aumenta a biodisponibilidade do licopeno, ou seja, esse fitoquímico é mais bem absorvido pelo nosso organismo quando o tomate é cozido. Sendo assim, uma interessante forma de o comer é nos molhos e sopas de tomate.»
«Além disso, é importante mencionar que o processo de industrialização do tomate, para a elaboração de molhos prontos, ou outros preparados com tomate, não destrói o licopeno. Contudo, atenção na escolha, é melhor estar atento aos rótulos e escolher aqueles com menores valores de calorias e sódio.»

Outros benefícios
Estimulação da secreção gástrica e da ação depurativa do sangue e auxilia no tratamento de pele, gota, reumatismo, astenia e prisão de ventre;
Ajuda no crescimento e na ossificação, além de auxiliar contra infecções, perturbações digestivas e pulmonares;
Auxilia no tratamento contra caspa e queda de cabelos.
Passar o suco da tomate em manchas causadas pelo sol pode fazê-las desaparecer.
O licopeno, que é uma propriedade fitonutritiva do tomate, permite que ela auxilie contra doenças cardiovasculares e contra o desenvolvimento de câncer;
Os tomates são as fontes alimentares mais ricas em anticoagulantes.

Tomate cereja, Débora, Caqui, Sweet Grape... são tantas opções de tomates nos supermercados e feiras livres que a gente fica até confuso na hora de escolher! Apesar do tomate ser um fruto mais utilizado em molhos, sanduíches, pizzas e saladas, ele é muito versátil e pode integrar até drinques, como o clássico Bloody Mary. Em geral, o tomate pode ser feito assado, grelhado, em molhos, em refogados e para conferir acidez a alguns pratos, usando o método pinçage. Esta técnica de cozinha serve para caramelizar o tomate em gordura, para reduzir a acidez, doçura ou amargor excessivo. Em algumas preparações, o tomate é usado sem pele - e há um truque ótimo para retirar a pele do tomate em 5 minutinhos usando o micro-ondas!

Origem do tomate
E você sabe de onde é que vem o tomate? Todo mundo já pensa logo na Itália, mas foi aqui, na América do Sul, mais precisamente na região da Cordilheira dos Andes, que este fruto surgiu. Com a chegada dos europeus no século 16, o fruto foi levado para a Europa, e aperfeiçoado pelos italianos, que o batizaram como "pomodoro" (pomo de ouro, em italiano), por conta da coloração amarelada do fruto daquela época. Por aqui, os tipos mais comuns são:

Débora
Este tomate é muito usado para fazer molho caseiro e tomates secos. Tem consistência firme e dura bastante na geladeira. Cada tomate pesa em média de 120 a 200g.

Caqui
Este tomate é ideal para ser consumido ao natural, em saladas e sanduíches. Os frutos são bem graúdos - tem alguns que chegam a pesar 500g , de cor bem vermelha e sabor acentuado.

Cereja
Este tomate é bem pequeno, leve, de sabor suave e adocicado. Fica ótimo em saladas, servido in natura, , em sanduíches, em receitas de macarrão caprese, e até em decoração de pratos.

Italiano
Eles são mais compridinhos que os outros, e assim como o Débora, rendem bons molhos caseiros. As variedades mais comuns deste tomate são o Giuliana, Pizzadoro e San Vito.

Holandês
O tipo holandês é vendido em cachos com ramas verdes, e fica muito bonito para decorar mesas. Na hora de comprar, sempre escolha os tomates com os ramos mais verdinhos, que são os mais frescos.

Carmen
Este é o tipo mais encontrado em feiras e supermercados, e é o mais em conta  porém, tem sabor um tanto aguado, e sua coloração pende para o amarelo. Um bom uso para ele é in natura em saladas.

Mamotaro
Este é o tomate japonês, de produção limitada, que vai muito bem servido ao natural em saladas. Tem coloração rosada, consistência macia e sabor levemente adocicado.

Sweet Grape
Este é uma variação do tomate cereja, mais comprido e adocicado. Fica ótimo em preparações frias, como saladas, sanduíches e canapés.

Como comprar
Nunca compre tomates com manchas escuras, partes podres ou emboloradas. Nem compre os verdes, que amadurecem fora do pé, pois eles têm menos vitaminas que os maduros. Escolha sempre os bem vermelhinhos, firmes e com casca lisa.
Além disso, leve em conta, na hora de comprar, o modo como você pretende prepará-los: eles precisam ser bem maduros e vermelhos para dar cor e consistência a molhos, sopas, cremes e sucos, mas não há necessidade de que sejam grandes e bonitos.
Para isso, você pode aproveitar os tomates menores. Mas, se for usá-los em saladas, escolha tomates grandes, que não estejam machucados, de cor uniforme, lisos e brilhantes.

Como guardar
Lave e enxugue os tomates antes de guardá-los na gaveta da geladeira própria para legumes. Assim, eles não correm o risco de mofar e podem ser conservados em boas condições até por 1 semana. O tomate inteiro não deve ser congelado. Apenas o molho de tomate pode ir ao congelador.

Algumas dicas de uso do tomate
Tomate com um pouco de salsa é ótimo remédio para artrite. Para amenizar infecções nos rins, tome 1 ou 2 copos por dia de suco de tomate batido no liquidificador com 2 ou 3 talos de salsão. O tomate é também ótimo para eliminar verrugas e calos: Basta colocar um pedaço de tomate sobre o local, prender com uma gaze e deixar durante toda uma noite.
Para curar ressaca, use o suco de tomate com bastante limão e uma pitada de sal.
O suco de tomate também server para tirar tinta de escrever das mãos. Sementes de tomate são ótimas para limpar jóias de ouro. Ponha as sementes numa vasilha com água fria e mergulhe as jóias. Enxague e seque em seguida.

Em abril de 2011,  artigo publicado no jornal "Folha de São Paulo", caderno Saúde, sob o título:  "Composto extraído do tomate promete ação antitrombose".  Conta a reportagem que "um ingrediente extraído do tomate pode melhorar a circulação sanguínea e diminuir o risco de trombose.  Pelo menos, é o que promete a fabricante, a holandesa DSM, que acaba de trazer a novidade para o Brasil....Segundo Bernard Mussler, pesquisador da DSM, estudos com cerca de 300 pessoas comprovam a eficácia do composto, patenteado com o nome de Fruitflow.  A principal ação do ativo aconteceria na inibição da agregação plaquetária - etapa da coagulação do sangue." e afirma: "Inibir a agregação plaquetária é um mecanismo reconhecido para diminuir risco de doença cardiovascular."
Para o nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz, os estudos até agora não são conclusivos.  "Faltam informações sobre qual seria a molécula ativa e a dose ideal."
Enquanto os pesquisadores não concluem seus estudos a cerca dessas substâncias, vamos ingerindo quando possível o tomate in natura ou seus produtos, como molhos, sucos, polpas...Pois ninguém resiste a uma boa saladinha de tomate bem temperada, ou uma bela macarronada suculenta!!!


Fonte:
A responsabilidade científica desta informação é da Medicina e Saúde)

Consulevoce/BlogdaConsul/EntryId/620/Saiba-tudo-sobre-tomates

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Cafeína: benefícios e prejuízos para a saúde




Vez ou outra, ao nos deliciarmos com uma xícara em meio a uma roda de amigos, alguém pergunta: Será que café faz mal? Ou então: Vocês viram, agora o café faz bem? Vamos pôr fim de vez a essas dúvidas. Os cientistas já consideram o café como alimento funcional (previne doenças mantendo a saúde) ou mesmo um nutracêutico.
Para muitos de nós, uma xícara de café sempre cai bem como um saboroso estimulante.  O cafezinho traz uma nova disposição pela manhã e chega a tirar aquela sonolência que às vezes surge logo depois do almoço.  Embora seja uma substância que crie dependência, a cafeína traz benefícios como um aumento na capacidade mental e na concentração, embora temporárias.  Outra notícia boa é que a grande maioria dos estudos não encontrou relação entre o café e vários tipos de câncer, nem com a osteoporose.  Mas o consumo da cafeína deve ser moderado, pois pode provocar irritação no estômago e, entre outras coisas, inibe o sono profundo e pode provocar arritmias.  Veja quais os riscos e benefícios dessa bebida que é uma das mais consumidas no país.
A cafeína é uma substância branca, cristalina, de sabor muito amargo, considerada a mais popular dentre as substâncias viciantes que existem.  As fontes mais comuns de cafeína são o café, a semente de cacau (utilizada na fabricação do chocolate), a semente de cola (utilizada na fabricação de refrigerantes) e os chás.  É também adicionadas a alguns analgésicos, medicamentos contra a gripe e medicamentos utilizados para estimular a capacidade mental.
A quantidade de cafeína nos alimentos varia dependendo do tamanho da porção, do tipo do produto e do método de preparo.  No caso do café e dos chás, a variedade da planta também interfere na quantidade de cafeína.  Veja:



Quantidade de Cafeína nos alimentos

Alimento (porção em g ou ml)                                  Quantidade de cafeína (mg)

Refrigerante a base de laranja (355ml) ............................................ 0
Café Instantâneo e descafeinado (240ml)..........................................3
Achocolatado pronto (220ml)...........................................................5
Café Filtrado e descafeinado (240ml)................................................6
Bebida a base de cacau (300ml).......................................................9
Chá branco (240ml).......................................................................15
Chocolate ao leite (28g).................................................................20
Chá verde (240ml).........................................................................25
Chocolate em pó (28g)...................................................................26
Refrigerante a base de cola (355ml)................................................36
Chá mate (240ml)..........................................................................47
Café Instantâneo (240ml)...............................................................57
Bebida energética – Red bull (250ml).............................................76
Café Expresso (30ml)....................................................................77
Café Filtrado (240ml)..................................................................108

ESCRITO POR KELLY STEIN EM CURIOSIDADES   

TAGS: ALIMENTOS, CAFÉ, CAFEÍNA, CAROLINA CAMPOS, CHÁ, ESTIMULANTE, NUTRICIONISTA, VANESSA ALVES LOBATO


A cafeína dentro do nosso corpo:
Quando ingerimos café, chocolate e refrigerantes à base de cola, a cafeína presente nesses alimentos é absorvida pelo intestino delgado e, após alguns minutos, já está na corrente sanguínea, sendo levada para todos os órgãos do corpo.  Ela acelera os batimentos cardíacos, estimula o cérebro, aumenta o fluxo urinário, a produção de ácidos digestivos, relaxa os músculos lisos e também os que controlam os vasos sanguíneos e as vias respiratórias.
A abstinência súbita de cafeína por pessoas acostumadas com o consumo razoável pode causar dores de cabeça, irritação e outros sintomas cuja gravidade varia de uma pessoa para outra.
Em pessoas sensíveis, a cafeína pode provocar enxaquecas, enquanto em outras alivia a dor de cabeça, relaxando o vaso sanguíneo que provoca a dor latejante. 
Nos últimos anos, vários estudos têm sido conduzidos no sentido de associar os efeitos fisiológicos da cafeína como desencadeadora de algumas patologias e seus possíveis efeitos sobre o desempenho mental, estimulando a concentração e até mesmo a sua influência no aumento da  performance do atleta .

Cafeína e a relação com algumas doenças
Com o passar dos anos, ambos, cafeína e café, têm sido associados com certos tipos de câncer; no entanto, essas associações não são sustentadas pelos pesquisadores.  Vários estudos clínicos e epidemiológicos que examinaram a ligação entre câncer de bexiga, cólon e pâncreas e o consumo de café ou chá foram revisados na década de 1990.  Os estudos revisados, 13 no total, incluindo 20.000 pessoas, não acharam correlação entre o consumo de café ou chá e a incidência desses tipos de canceres.  Uma meta-análise realizada em 1993 não encontrou evidências de aumento de risco de câncer do trato urinário com o consumo de café.
Uma revisão científica realizada por Lubin & Ron (1990) examinou todos os dados ligados ao consumo de cafeína e tumores malignos na mama.  Mais de 11 casos-controle revisados não estabeleceram uma ligação significativa entre a ingestão de cafeína e a incidência de câncer de mama.
O guia dietético da Sociedade Americana de Câncer diz não haver indicação de que a cafeína é um fator de risco para o câncer em humanos, e o Nacional Academy of  Sciences (1989) aponta que nada de convincente foi relacionado com a cafeína e qualquer tipo de câncer.
Um estudo de 1986 citou a ligação entre o consumo excessivo de café e a doença cardíaca, mas as investigações falharam no que se refere ao "grupo controle" e a outros fatores de risco significativos como dieta e cigarro.  Um estudo subsequente, conduzido por pesquisadores da Universidade de Havana, concluiu que o consumo de cafeína não causa um aumento substancial no risco de doença coronária ou enfarte.  O estudo incluiu 4.558 homens em idade entre 40 e 75 anos, e o consumo de gorduras, colesterol e o hábito de fumar de cada participante foi levado em consideração nos ajustes estatísticos.  
Uma pesquisa conduzida em 1996 analisou 85.747 mulheres, relacionando o consumo de café e o desenvolvimento de doenças coronárias.  O estudo não encontrou evidências positivas entre o consumo de café e o risco de doenças do coração.
Outra dúvida que muitas pessoas têm é com relação a osteoporose e o consumo de cafeína.  Um estudo realizado em 1990 demonstrou que a cafeína não tem efeito apreciável no balanço de cálcio em mulheres que se encontram na pré-menopausa e consomem, pelo menos, 600 mg de cálcio por dia. Outro estudo realizado em 1992 examinou a ingestão de café em 980 mulheres na pós-menopausa e demonstrou que há associação entre a ingestão de café (equivalente a 2 xícaras/dia) e a redução da densidade mineral óssea.  Todavia, essa observação foi feita entre mulheres que tinham uma baixa ingestão de leite, sugerindo que o consumo de café substitui a ingestão de leite para essas mulheres.  A suplementação de cálcio para aquelas que consumiam pelo menos 1 copo de leite por dia eliminou a relação entre a ingestão de café e a diminuição da densidade óssea.

O que é perigoso
O consumo excessivo de alimentos que contêm cafeína pode trazer alguns perigos para a nossa saúde.  Por isso, recomenda-se que o consumo de café, por exemplo, seja moderado.  A sugestão para aquelas pessoas que consomem muito café, é que procurem reduzir a cafeína de outras fontes, por exemplo, limitando o consumo de chocolate e eliminando da dieta os refrigerantes do tipo cola.
A seguir, alguns problemas que podem estar relacionados ao consumo excessivo de cafeína:
1- Infertilidade: estudo recente demonstrou que mulheres que bebiam mais de 3 xícaras de café (300 mg de cafeína) por dia reduziram suas chances de concepção em aproximadamente 25%;
2- Problemas cardíacos: a cafeína causa um aumento temporário na pressão arterial e pode provocar arritmias cardíacas em pessoas suscetíveis;
3- perda óssea: o café aumenta a eliminação de cálcio na urina.  Para compensar essa perda, pessoas que consomem muito café devem ingerir uma quantidade extra de alimentos ricos em cálcio;
Outros inconvenientes: a cafeína pode viciar e provocar sintomas de abstinência; pode causar insônia; quantidades excessivas podem provocar tremores, palpitações e ansiedade.  Seu efeito diurético aumenta o fluxo urinário.

O que é benéfico
A ingestão de alimentos que contêm cafeína pode trazer alguns benefícios para o nosso organismo.  Mesmo assim, recomendamos que o consumo seja feito com bom senso, moderadamente.
A cafeína pode;
1- aumentar temporariamente a capacidade mental e a concentração;
2- melhorar por algum tempo o desempenho atlético aumentando a força e a resistência muscular;
3- evitar uma crise de asma, relaxando os músculos bronquiais obstruídos.

A cafeína e sua relação com o sono
A cafeína exerce um importante efeito sobre o sono ao inibir a ação da adenosina, hormônio associado ao sono profundo.  O tempo de meia-vida da cafeína no organismo é de 4 a 6 horas.  Portanto, se bebermos uma xícara de café (cerca de 100 mg de cafeína) por volta das 17 horas, cerca de 50 mg de cafeína ainda estarão em nosso corpo lá pelas 22 horas.  Podemos ainda estar aptos a dormir, mas provavelmente não iremos usufruir os benefícios do sono profundo.  No dia seguinte, precisaremos de mais cafeína para nos sentirmos melhor e esse círculo vicioso continua, dia após dia.  Muitas vezes, ao tentarmos parar de consumir cafeína, poderemos nos sentir deprimidos e, algumas vezes, com uma terrível dor de cabeça causada pela excessiva dilatação dos vasos sanguíneos no cérebro.  Esses efeitos negativos, geralmente, forçam-nos a correr de volta para o consumo de cafeína.
Muitas pessoas, na tentativa de evitar a insônia, tomam café descafeinado.  Mas mesmo o café descafeinado contém até 5 mg de cafeína em uma xícara de 140 mL.  Por isso, pessoas com problemas de insônia ou má digestão devem evitar tomar café de qualquer tipo.  Substâncias químicas utilizadas na eliminação da cafeína podem colocar a saúde em risco.  Prefira marcas de café que tenham sido descafeinado por extração com água.


Curiosidades
Novos estudos estão sendo feitos para avaliar o possível benefício de seu consumo na prevenção da depressão, tabagismo, alcoolismo e mesmo infarto do miocárdio devido aos ácidos clorogênicos e quinídeos. O que já se sabe é que 4 xícaras diárias beneficiam atletas.
Medicamentos com cafeína na composição
Existem vários medicamentos com cafeína em sua composição, pois na dose de aproximadamente 50 mg ela atua como potencializador de alguns analgésicos na dor de cabeça, por exemplo.
Cosméticos a base de cafeína 
Há vários cremes anti-celulite onde um dos componentes principais é a cafeína. Ela tem a capacidade de transformar a gordura em ácido graxo e glicerol, facilitando a eliminação dos excessos na célula. Estudos muito recentes revelam que a cafeína pode combater o câncer de pele, se formulado em preparações tópicas. Massoterapeutas estão cremes a base de cafeína para quem quer eliminar a celulite. A massagem é feita com pressões fortes nas regiões onde há acumulo de moléculas de gordura e, depois o local é envolvido por um produto a base de café. Através da quebra de gordura é possível alcançar a camada mais profunda da pele para eliminar os indesejados furinhos. A cafeína ativa a microcirculação da pele, funcionando como firmadora e hidratante corporal

Bom, depois de tudo isso fica fácil deduzir que o café não é nem mocinho e nem vilão. Como tudo que é consumido em excesso, o café pode fazer mal. O ideal seria não ultrapassar as 4 xícaras por dia. E, se a vontade for irresistível, a partir da quinta xícara, opte pelo descafeinado. Há opções em pó e solúvel, de diversas marcas. Não se esqueça de somar nessa conta o consumo de pó de guaraná e alguns tipos de chás como o matte ou preto que também contém cafeína, embora em menor quantidade


Fontes:
>Benefícios do café e da cafeína .  Publicado 16 Jun 2009 por Renata Fraia
> Alimentos Inteligentes - Dra. Jocelem Mastrodi Salgado - Pesquisadora e Profa. Titular em Nutrição - ESALq -USP

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Sistema Imunológico: como aumentar as defesas do seu organismo



Esta época do ano que marca o início do outono, começam os ventos, o ar fica mais seco, as noites são frias e os dias quentes, ficamos muito vulneráveis às mudanças repentinas de temperatura e mais expostos aos ventos, sentimos um pouco mais de cansaço, a nossa pele fica mais seca, a nossa resistência cai um pouco. Então, o que podemos fazer para adquirir mais resistência e mais reforço imunológico?
Nosso corpo está em constante prontidão para se defender de ataques "inimigos" que tentam se aproveitar dos nossos descuidos.  O sistema imunológico de cada pessoa é uma espécie de barreira contra esses ataques.  Vamos ver os alimentos que podem fortalecer nossas defesas contra essas ameaças.
Desde o momento em que nascemos, estamos expostos a bactérias, vírus, fungos e outras substâncias estranhas que podem agredir nosso organismo.  Entretanto, para combater esses inimigos, nosso corpo está equipado, dispondo do que chamamos de sistema imunológico, ou seja, um "exército" de células específicas que estão sempre alerta e prontas para defendê-lo de agentes estranhos.  Contudo, esse sistema pode muitas vezes ficar fragilizado, debilitado e, quando isso acontece, nós nos tornamos suscetíveis a todos os agentes estranhos já citados, que tendem a provocar resfriados, gripes ou outras doenças mais sérias, como infecções ou outras doenças degenerativas.
Entre os fatores que podem acarretar prejuízos para o sistema imunológico destacamos o estresse físico, ambiental (por exemplo, a poluição e alterações bruscas de temperatura), emocional (por exemplo, a depressão) e a alimentação desequilibrada, que considera-se como sendo o mais importante.
Vamos entender como funciona o sistema imunológico:
A função do sistema consiste em reconhecer cada um dos tecidos, células e proteínas do organismo para distingui-las de uma ampla variedade de agentes patogênicos e substâncias estranhas.  Nesse processo, os linfócitos T, células pequenas que fazem parte dos glóbulos brancos sanguíneos (também conhecidos como leucócitos), têm grande importância.
Durante o desenvolvimento fetal, o sistema imunológico "aprende" a distinguir substâncias próprias do organismo e com isso mantém desativados os linfócitos T que reagiram diante delas.  Mas, quando um agente estranho, como por exemplo, uma bactéria, invade o nosso corpo, essas células são ativadas com o objetivo de defender nosso organismo dos possíveis prejuízos que a bactéria causará.  É por isso que os linfócitos são frequentes em  áreas de inflamação crônica, pois eles estão ali para exercer sua função imunológica; é por isso que em um exame de sangue a taxa alterada dessas células (leucócitos) pode indicar que algo vai mal com o nosso sistema imunológico.  Uma concentração anormal, maior que o valor de referência, pode indicar, por exemplo, infecção.
Alimentos que mantêm o sistema imunológico em dia:
Uma pessoa bem nutrida, que se alimenta de frutas, verduras, legumes e grãos, está muito melhor preparado para enfrentar gripes, infecções e outras doenças "oportunistas".  Um indivíduo mal nutrido, cujo cardápio é rico em alimentos gordurosos, processados e com excesso de açúcar, ficaria vulnerável a todos os riscos de adquirir doenças.
Sabemos que as vitaminas e minerais que potencializam as nossas defesas orgânicas estão presentes em grande quantidade nas frutas, grãos e hortaliças em geral.
As principais vitaminas e minerais que atuam no fortalecimento do nosso sistema imunológico são as vitaminas A, C, E, ácido fólico e os minerais zinco e selênio. Veremos quais as principais funções imunológicas de cada um desses nutrientes e em quais alimentos são mais encontrados.

Vitamina A - Essa vitamina desempenha um papel muito importante na manutenção da integridade das membranas mucosas; por isso, sua deficiência no nosso organismo provoca uma redução do número de linfócitos T circulantes aumentando, assim, a probabilidade de infecções bacterianas, virais ou parasitárias.
Os alimentos considerados ricos nessa vitamina são: cenoura, abóbora, fígado, batata doce, damasco seco, brócolis e melão.

Vitamina C - Essa vitamina antioxidante estimula a resistência às infecções por meio da atividade imunológica de leucócitos.  Ela aumenta a produção dessas células de defesa, que têm efeito direto sobre bactérias e vírus, elevando a resistência às infecções.
Acerola, frutas cítricas (limão, laranja, lima), kiwi, caju, goiaba, manga, tomates e vegetais folhosos crus são fontes excelentes; morangos, repolho, pimentão verde são também ótimas fontes.  Mas, atenção: a vitamina C é facilmente destruída pela luz e calor (volátil).  Um suco de laranja com acerolas, por exemplo, deve ser consumido imediatamente após o preparo para que não haja grande perda de vitamina C.

Vitamina E - Essa vitamina tem a capacidade de interagir com as vitaminas A e C com o mineral selênio, agindo como antioxidante.  Sua função primordial é proteger as membranas celulares contra substâncias tóxicas, radiação e os temerosos radicais livres que são liberados em qualquer reação química do organismo e podem causar sérios danos às estruturas das células, detonando o processo de envelhecimento e de desencadeamento de algumas formas de carcinogênese.
Alimentos ricos em vitamina E são o germe de trigo (fonte mais importante), óleos de soja, arroz, algodão, milho e girassol, amêndoas, nozes, castanha do pará, gema, vegetais folhosos e legumes.

Ácido Fólico - Essa vitamina é essencial para a formação dos leucócitos (glóbulos brancos) na medula óssea.  Alimentos ricos em ácido fólico são fígado, feijões e vegetais folhosos verde-escuros (brócolis, couve, espinafre).

Zinco - Esse mineral atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos.  Uma deficiência de zinco resulta em diversas doenças imunológicas; a deficiência grave causa linfopenia (grande diminuição do número de linfócitos).  Fontes alimentares importantes de zinco são as carnes, os peixes (incluindo ostras e crustáceos), as aves e o leite.  Cereais integrais, feijões e nozes também são boas fontes.

Selênio - Assim como a vitamina E, esse mineral possui grande capacidade antioxidante, ou seja, neutraliza a ação dos radicais livres (formados devido à ação dos raios solares, poluição, fumaça de cigarro, entre outros) no nosso corpo, retardando o processo de envelhecimento e evitando o desencadeamento de algumas formas de câncer.
Castanha do pará, frutos do mar, fígado, carne e aves são os alimentos mais ricos em selênio.

Alguns alimentos que apresentam propriedades benéficas para o sistema imunológico:

>Iogurte e leite fermentado, também conhecido como probióticos, possuem microrganismos vivos que recuperam a flora intestinal.
>Alho é um excelente agente antibacteriano, além de possuir substâncias que previnem o câncer gástrico e doenças cardiovasculares.
>Cogumelo Shiitake que possui lentinan, substância que aumenta a produção de células de defesa do organismo.
> Acerola é uma fruta riquíssima em vitamina C (30 a 50 vezes mais que a laranja).  Essa vitamina age na reconstrução dos leucócitos em períodos de queda de resistência.
> Gengibre é um excelente alimento que ajuda no fortalecimento do sistema imunológico.
> Peixes Marinhos (sardinha, salmão, atum, arenque, cavala, etc.), São ricos em ácidos graxos ômega 3.  Melhoram o sistema imunológico e também reduzem o risco de doenças cardiovasculares e inflamatórias.

Atenção sempre voltada à alimentação balanceada, rica em frutas, vegetais e grãos, proporciona ao nosso organismo nutrientes importantes para o bom funcionamento do sistema imunológico.  Sabendo que, pessoas que seguem uma alimentação desse tipo adquirem defesas próprias contra as mais variadas doenças, tornando-se mais fortes do que elas e isso, com certeza, propicia tempo e qualidade de vida maiores. Admire a natureza, contemple o seu dia, tenha uma atitude positiva diante da vida, reclame pouco, tenha amigos, divirta-se, caminhe pelas ruas, cumprimente as pessoas, admire a lua e as estrelas, enfim, seja feliz valorizando tudo que a vida lhe oferecer. Assim, somos capazes de vencer qualquer doença.  


Fonte: Alimentos Inteligentes - Dra. Jocelem Mastrodi Salgado
          Pesquisadora e Profa. Titular em Nutrição - Esalq - USP

domingo, 25 de março de 2012

Cogumelos são deliciosos e fazem bem à saúde


COGUMELOS COMESTIVEIS E MEDICINAIS




 



Civilizações tão antigas como as dos egípcios e a dos chineses já conheciam os benefícios dos cogumelos.  Nas últimas décadas, o consumo de algumas variedades desse fungo passou a ser associado a alterações da consciência.  Mas centenas de estudos vieram comprovar que a grande maioria dos tipos de cogumelo só traz benefícios à saúde.  Hoje os supermercados já oferecem dezenas de espécies, com ações e propriedades surpreendentes para todo o organismo.  
Chineses e egípcios antigos já conheciam os benefícios terapêuticos do cogumelo.  Dizia-se que essa planta, sem raiz nem clorofila, "afinava o sangue", reduzia infecções e até agia como afrodisíaco.  Nos últimos dez anos, várias pesquisas estão confirmando essas crenças e já se sabe que há pelo menos 30 variedades de cogumelos que teriam benefícios medicinais.  Entre eles, os mais conhecidos, pesquisados e cultivados entre nós, são o Shiitake e o Agaricus blazei.  Mas atenção: há espécies de cogumelos que são venenosas; outras alucinógenas, e outras de sabor muito ruim.  Portanto, nada de sair procurando cogumelos silvestres.  Hoje, você pode encontrá-los e comprá-los com segurança em feiras e supermercados.
Carnudos, fritos, bem temperados com azeite, acompanhando carnes, peixes ou massas, ou simplesmente como aperitivo, os cogumelos são de dar água na boca.  São iguarias de paladar delicado que enriquecem qualquer prato e merecem ser degustadas vagarosamente.
Os cogumelos são plantas primitivas, classificadas como fungos, que não podem obter energia por meio de fotossíntese e, portanto, extraem seus nutrientes do húmus (tecido parcialmente decomposto de formas vegetais mais complexas).  Utilizados como alimentos em todas as eras e culturas, os cogumelos apresentam elevado valor protéico (19 - 35%) e baixo teor de gorduras.  Contém ainda grandes quantidades de carboidratos e fibras, variando de 51 - 88%  e de 4 - 20% (peso seco), respectivamente, para as principais espécies cultivadas.  Além disso, o alimento contém quantidades significativas de vitaminas, principalmente a tiamina, riboflavina, ácido ascórbico, vitamina D2 e, também, minerais.
Além de merecer aplausos pelo seu sabor e valor nutricional, muitas pesquisas têm revelado que o alimento contém substâncias capazes de prevenir e de reduzir o risco de certas doenças.  Estudos mostram que certos cogumelos podem agir sobre o sistema imunológico tanto de indivíduos saudáveis como enfermos, trazendo benefícios potenciais para doenças como câncer, cardiovasculares, infecções e doenças auto-imunes, como a artrite reumatóide e o lúpus.  Por tudo isso, recentemente, os cogumelos têm se tornado atrativos na lista de alimentos funcionais*e como fonte para o desenvolvimento de medicamentos.  O cogumelo Agaricus blazei murill, por exemplo, tem sido tradicionalmente usado como fonte de alimento funcional no Brasil para a prevenção de câncer, diabetes, hiperlipidemias, arteriosclerose e hepatite crônica.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), alimentos funcionais são aqueles que produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos através da atuação de um nutriente ou não nutriente no crescimento, desenvolvimento, manutenção e em outras funções normais do organismo humano.

De acordo com a ANVISA, o alimento ou ingrediente que alegar propriedades funcionais, além de atuar em funções nutricionais básicas, irá desencadear efeitos benéficos à saúde e deverá ser também seguro para o consumo sem supervisão médica.

Atualmente, a partir de tantas descobertas a cerca do cogumelo, o número de cultivadores cresceu muito, o preço ficou acessível e podemos encontrar uma boa variedade e com bons preços.
Os japoneses foram os que mais pesquisaram os cogumelos e são eles os maiores consumidores e defensores dos seus benefícios.  Estima-se que já existam mais de 30 tipos de cogumelos catalogados como tendo propriedades terapêuticas.  As espécies mais consumidas, pesquisadas e conhecidas entre nós são o Shiitake, o Agaricus blazei e o Reishi.

Shiitake                                                                                       Reishi.
                          




 




                                                                                                                        

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            
                                                                                                                                                                                                                



Conhecendo suas Propriedades Terapêuticas

Há uma extensa literatura falando dos benefícios desses fungos, especialmente o Shiitake, o Lentinus edodes e o Agaricus.
O Shiitake também conhecido no Ocidente simplesmente como champignon, termo que também é empregado para designar todos os cogumelos comestíveis.  Essa espécie é citada pelos pesquisadores como capaz de reduzir o colesterol, ao lado de uma lista de alimentos que inclui a cevada, o farelo de arroz, a alga marinha, o leite magro e os chá, tanto verde como o preto.
Essa mesma capacidade também é atribuída ao cogumelo preto asiático, conhecido como moer ou "ouvido da árvore".  Essa variedade tem uma grande capacidade de "afinar o sangue", afastando coágulos.  Entre os orientais, esse cogumelo é conhecido como "tônico da longevidade".  Dale Hammerschmith, hematologista da Escola de Medicina de Minnesota, diz que chegou a observar mudanças importantes nas plaquetas do sangue depois de comer um prato desse cogumelo preto.
Segundo pesquisadores, esse champignon contém vários componentes que "afinam o sangue", inclusive a adenosina, presente também no alho, cebola. O médico Hammerschmith acredita que o grande consumo, pelos chineses, de alho e cebola, cogumelo preto e gengibre explica, em parte, os baixos índices de doenças coronarianas entre eles.
Mas, voltando ao Shiitake, é um dos cogumelos mais consumidos entre nós.  Sua principal propriedade é uma substância descoberta e batizada de lentinan, um "modificador para melhorar a resposta biológica".  Alguns estudos têm demonstrado que essa substância aumenta a atividade imunológica contra o câncer. O lentinan é capaz de estimular o funcionamento dos macrófagos, o que aumenta a produção de interleucina -1, uma substância que combate os tumores.  É também capaz de ampliar nas células sua atividade citotóxica, cuja função é a de destruir as células cancerígenas.  O cogumelo Shiitake ainda tem a capacidade de estimular a proliferação de linfócitos T, células auxiliares especiais de proteção, aumentando também a produção de interleucina-2.
Pesquisas realizadas por cientistas da Universidade de Medicina Smmelweis, em Budapeste, Hungria, também comprovam ser o lentinan capaz de modificar as células, aumentando sua resistência à colonização ou à disseminação de células pulmonares cancerosas.  Partindo dessa informação, o Shiitake pode ajudar o sistema imunológico a combater e prevenir o câncer.  Por conta do lentinan, outros estudos mostraram que o Shiitake é capaz de combater o vírus da gripe melhor do que uma droga antiviral e antigripal.
Tanto na medicina tradicional chinesa, como nos resultados de alguns estudos, o Shiitake aparece como sendo o tônico da longevidade, remédio para o coração, para o câncer, para a pressão arterial e para a redução de plaquetas sanguíneas aderentes.  Na China, o lentinan é usado no tratamento da leucemia.
Alguns estudos mostram também que cogumelos em geral, principalmente aqueles da variedade Agaricus blazei, auxiliam no controle da pressão arterial, do colesterol e da arteriosclerose pela sua riqueza em fibras e gorduras não saturadas.  A espécie blazei também é rica em vitaminas B1 e B2, além de apresentar grandes quantidades de ergosterol que pode ser convertido em vitamina D2.
A procura por substâncias ou métodos que aumentem ou potencializem o sistema imunológico de forma a induzir uma resistência sem causar efeitos colaterais deletérios ao organismo tem sido uma das mais importantes buscas da ciência na cura contra o câncer e outras doenças debilitantes.  Diante dos efeitos benéficos proporcionados pelos cogumelos, especialmente as espécies Lentinus edodes (Shiitake) e Agaricus blazei, evidencia-se a importância de mais pesquisas experimentais e clínicas com esses  alimentos, a fim de elucidar de forma mais precisa o papel desses cogumelos como agentes preventivos e curativos.


Fonte: "Alimentos Inteligentes" - Saiba como obter mais saúde por meio da alimentação
             Dra. Jocelem Mastrodi Salgado
             Pesquisadora e Profª Titular em Nutrição - Esalq - USP












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